segunda-feira, 12 de julho de 2010

Estranha Vergonha de Amar


            Não entendo por que esse medo de amar, de se mostrar amando. Meu amor é uma delícia! Quanto mais sorrio, mais meu sorriso é verdadeiramente visto. No entanto, percebo pelo mundo a grande imposição do contrário, da vergonha ver-se e mostrar-se apaixonado. Onde, pergunto a mim mesma, essas pessoas podem guardar seus amores?
            Talvez não chegue à conclusão alguma, porque simplesmente não vivo isso. Nem quero viver! Mas que acho bonito amar e ser amado, ah, eu acho!

quarta-feira, 7 de julho de 2010

A Última Noite

Não gosto de pesadelos. Tampouco gosto de sentir frio de noite. Gosto menos ainda de sentir as águas mornas que escorrem pelo meu rosto virarem gelo quando o vento bate. Não gosto da insônia, não gosto da agitação ruim que ela me provoca. Detesto quando não consigo jogar algumas palavras no papel para acabar com a agitação da insônia. Odeio o pânico que isso tudo, junto, me causa.
Ainda assim, por qual motivo isso acontece? Ou melhor, por que aconteceu?
E o único jeito do desespero dessa noite cessar foi mesmo ouvir aquela voz, aquela calmaria toda em forma de gente. E então a taquicardia foi abrandando aos poucos, o corpo, exausto, relaxando e a cabeça... já não sei quando parou de pensar.
 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Ode à Superficialidade

santa puta da república
Os senhores são convosco.
Porém, só pelo tempo que os apetece.
A solidão é que mormente é convosco.

Santa causa para desespero
Ao atirar-se às três pernas de todo e qualquer homem.

santa puta dos mares
Se faz Geni mulher
Mantida em disfarce pelas palavras
Dignas de pena e raiva passageira minhas,
Já que sois tão importante
Quanto vossa escrita
E presença
Nos corações dos senhores que são convosco.

Para Aquelas do Desapego

E num mundo onde bigodes ganham diversão, hesitação e quintas intenções,
sou a fúria estampada no silêncio das canções.

domingo, 4 de julho de 2010

Se Você Fosse Embora

Se você fosse embora, meu amor
o gosto pela vida desapareceria
e eu voltaria somente à existência.

E se você se despedisse
não consigo imaginar o que faria,
e se faria.

Você me trouxe o amor
e é só isso que posso oferecer.
O mais sincero, o maior do mundo,
o que esperei a vida inteira encontrar.

Não vá embora, meu amor.
Desaprendi a suportar
(e a sua falta não é de se suportar).
Preciso te amar, me entregar aos teus olhos de mar
e levar meu bem para a minha vida.
Preciso de você pela vida inteira.

Se você fosse embora
o vazio
seria.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

24 de março de 2010


            As contradições que a vida proporciona são, no mínimo, engraçadas. Parecem mais com algum tipo de implicância. Daquelas mais infantis possíveis.
            Nunca devemos dizer nunca, apesar de acabar de faze-lo. Não devemos dizer o que podemos, mais tarde, nos arrepender e todo aquele blábláblá já dito antes por qualquer filósofo de boteco. Porém, quando se trata de mim, não adianta. Sempre me traio. Gosto de palavras e frases de impacto. Sou daquelas pessoas intensas. Afinal, como todo leonino que se preze (apesar de não acreditar muito em signos).
            Não vou mudar enfim. Apesar de também ser fã de mudanças, sou quase radical em alguns aspectos. E já que a vida gosta de ter esse tom contraditório em suas “ações”, vamos deixar que tudo vire surpresa. E contradição.

Para Lê e meu passado.

Meu Caro Narciso

Considero o narcisismo essencial na condição humana. Não o narcisismo exacerbado, é claro, mas o que seria de nós se não pudéssemos olhar para o espelho? É saudável cultuar a si mesmo. Quando escrevo, me cultuo. Porque gosto de escrever, sinto-me bem, sinto prazer em fazê-lo. Que mal há nisso?
Não posso fazer parte de uma sociedade hipócrita que cita um narcisismo pejorativo quando tira fotogrfias com roupas "de marca" num provador de loja para mostrar no Fotolog.
E quem foi mesmo Narciso?