Eu quero que o tempo pare
O tempo pare
O tempo ouse parar
Dentro de mim
Esse silêncio visceral mata
Me amarra e desgasta
E some de novo, enfim
E como é que se pode viver
Há espera de mais incerteza que cresce?
E como é que se pode viver
Sem a confusão do seu ser?
A calmaria é coisa rara
Parece barata
Mas é cara, é cara
E eu quero ganhá-la
Então se chegue levemente
Sorrateiramente
Se encaixe e me beije
E não a deixe partir
Não me deixe partir
Não se deixe partir
domingo, 17 de abril de 2011
sexta-feira, 8 de abril de 2011
Águas Salgadas
A moradia de um pirata
E copos de cerveja pela mesa.
Pirata pirata!
Em cima de uma pedra.
E o que será que acontece pela ilha?
Deve haver copos e mais copos pela praia,
Uma bica que entorna!
E uma boca empenhada em falar e falar...
E o que será que os falantes se falariam
Agora?
Há tanta fala que cala em bicas...
E copos de cerveja pela mesa.
Pirata pirata!
Em cima de uma pedra.
E o que será que acontece pela ilha?
Deve haver copos e mais copos pela praia,
Uma bica que entorna!
E uma boca empenhada em falar e falar...
E o que será que os falantes se falariam
Agora?
Há tanta fala que cala em bicas...
terça-feira, 5 de abril de 2011
Balanço
Mendigo no banco da rua.
Parte, portas e portos.
Espero que me tire para dançar.
Sete e sete dão número par.
Enes são elos.
Flor, jardim.
Regue para não haver fim.
Amor, encanto.
Amo-te tanto!
Tanto te amo!
Te amo tanto!
Vem, me reconstruo!
Centre-se no banco.
Estendo minha mão
E o ajudo a levantar.
Parte, portas e portos.
Espero que me tire para dançar.
Sete e sete dão número par.
Enes são elos.
Flor, jardim.
Regue para não haver fim.
Amor, encanto.
Amo-te tanto!
Tanto te amo!
Te amo tanto!
Vem, me reconstruo!
Centre-se no banco.
Estendo minha mão
E o ajudo a levantar.
segunda-feira, 4 de abril de 2011
Doce
Doce abraço,
Quando virá me envolver de novo? Sabes que sou tua companhia, tua alegria. Meu carinho tem destino, e quer ficar.
Doce beijo,
Encontre seu caminho de volta à minha boca, assopre suas músicas nos meus ouvidos. Derreta-me nos teus braços e faça-me sentir em casa.
Doce amor,
Não deixe que seu desejo seja apenas marcas pelo meu corpo. Ocupe-me inteira, leve-me inteira contigo.
Doce,
Sinta-me. Volte. E fique.
Quando virá me envolver de novo? Sabes que sou tua companhia, tua alegria. Meu carinho tem destino, e quer ficar.
Doce beijo,
Encontre seu caminho de volta à minha boca, assopre suas músicas nos meus ouvidos. Derreta-me nos teus braços e faça-me sentir em casa.
Doce amor,
Não deixe que seu desejo seja apenas marcas pelo meu corpo. Ocupe-me inteira, leve-me inteira contigo.
Doce,
Sinta-me. Volte. E fique.
As Garras Sete
Afogo a falta do teu afago
Abraçando um travesseiro na vertical
Como fosse teu peito.
Mas o aconchego do seu peito não parece vir.
Falta o abraço, o coração batendo e seu sorrir.
E esse teu sono de vulcão
Dá lava e mais lava
Lava e não lava
Do meu coração essa agonia.
Já não me acho entre o sim e o não,
Nem mesmo sei de onde vem essa estranha calma.
A saudade, sei bem, vem de dentro da alma
E grita, e aperta, e chama você inteiro.
Mas sou leoa.
Mesmo que agora doa,
Com minhas garras, tenho força
Para o que quer que aconteça.
Abraçando um travesseiro na vertical
Como fosse teu peito.
Mas o aconchego do seu peito não parece vir.
Falta o abraço, o coração batendo e seu sorrir.
E esse teu sono de vulcão
Dá lava e mais lava
Lava e não lava
Do meu coração essa agonia.
Já não me acho entre o sim e o não,
Nem mesmo sei de onde vem essa estranha calma.
A saudade, sei bem, vem de dentro da alma
E grita, e aperta, e chama você inteiro.
Mas sou leoa.
Mesmo que agora doa,
Com minhas garras, tenho força
Para o que quer que aconteça.
Beijo-Cigarra
Esse teu beijo-cigarra explodiu poesia
E um leve desespero de mãos atadas
Bem na minha cara
E silenciou em afastamento suas palavras desregradas
E um leve desespero de mãos atadas
Bem na minha cara
E silenciou em afastamento suas palavras desregradas
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