A magia da poesia me deixou
e hoje sou um resto de concreto
um vestígio da melancolia
daquilo que me escrevia.
As minhas mãos não gritam a plenos pulmões
nem meus dedos sacolejam a minha cabeça.
será que há beleza
nas lacunas da linha?
segunda-feira, 16 de abril de 2012
terça-feira, 3 de abril de 2012
Perigoso
Ouça bem
Você deve me ouvir
Eu não fiz parte daquela grande viagem
Não tenho novidades
Nem muita história pra contar
Mas tenho alguma coisa de bagagem
Nada muito pesado
Mando-lhe cartas descartadas
Dos erros de meus garranchos
Eu não sei ler no escuro
Quiçá escrever uns absurdos
Derretidos em linhas
Apagados pelo tempo
E quem vai me dizer
Que essa distância é coisa minha
Ou que devo ter esperança
Na insegurança
De uma reta tortuosa
Que me leva aonde vou querer chegar?
Ouça bem
Acredita ao menos desta vez
Me espera naquele lugar de sempre
Aonde costumo aportar.
Você deve me ouvir
Eu não fiz parte daquela grande viagem
Não tenho novidades
Nem muita história pra contar
Mas tenho alguma coisa de bagagem
Nada muito pesado
Mando-lhe cartas descartadas
Dos erros de meus garranchos
Eu não sei ler no escuro
Quiçá escrever uns absurdos
Derretidos em linhas
Apagados pelo tempo
E quem vai me dizer
Que essa distância é coisa minha
Ou que devo ter esperança
Na insegurança
De uma reta tortuosa
Que me leva aonde vou querer chegar?
Ouça bem
Acredita ao menos desta vez
Me espera naquele lugar de sempre
Aonde costumo aportar.
terça-feira, 27 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 6 de março de 2012
Da Tua Falta
A sua ausência me chega aguda
Como faca na carne,
Como sal na ferida
Aberta,
Longe de cicatrizar.
Com essa falta grave
Os dias doem longos
Como a Guerra dos Cem Anos,
Como pênaltis na final de um Fla x Flu.
E eu ainda procuro conforto
Nos teus braços,
Beijando o travesseiro
À espera do calor só seu.
A ausência me chega grave
E os dias doem na carne.
Como faca na carne,
Como sal na ferida
Aberta,
Longe de cicatrizar.
Com essa falta grave
Os dias doem longos
Como a Guerra dos Cem Anos,
Como pênaltis na final de um Fla x Flu.
E eu ainda procuro conforto
Nos teus braços,
Beijando o travesseiro
À espera do calor só seu.
A ausência me chega grave
E os dias doem na carne.
quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012
O Dia Em Que O Diabo Riu
O diabo riu
bem ali, na minha frente
e sua sobrancelha arqueou
assando neste bafo quente
minha pele
que só desejava um pouquinho de vento.
que desalento!
bem ali, na minha frente
e sua sobrancelha arqueou
assando neste bafo quente
minha pele
que só desejava um pouquinho de vento.
que desalento!
sábado, 25 de fevereiro de 2012
A Vida Em Suas Manhãs
No toque, já te sinto chegar.
Ao escorregar as mãos pelos meus cabelos,
Segurá-los,
Percebe-lo ao meu pescoço, ao respirar.
Nas tuas mãos eu sou.
Mais que qualquer estado de estar.
Em ti, só meu ser se conjuga
Liga
Cria
Chega.
E então chega teu beijo
Que me leva a todas as estações
Neve, chuva, verão...
E me deixo cair em teus braços,
Me entrego ao suave contato de tua barba
Em minha pele fervilhando teu coração.
Eis que corpo, alma
E tudo aquilo mais que faz viva
Encontra o teu caminho
Na forma mais crua
Pura
De lhe ter amor
E de lhe perceber.
Ao escorregar as mãos pelos meus cabelos,
Segurá-los,
Percebe-lo ao meu pescoço, ao respirar.
Nas tuas mãos eu sou.
Mais que qualquer estado de estar.
Em ti, só meu ser se conjuga
Liga
Cria
Chega.
E então chega teu beijo
Que me leva a todas as estações
Neve, chuva, verão...
E me deixo cair em teus braços,
Me entrego ao suave contato de tua barba
Em minha pele fervilhando teu coração.
Eis que corpo, alma
E tudo aquilo mais que faz viva
Encontra o teu caminho
Na forma mais crua
Pura
De lhe ter amor
E de lhe perceber.
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