sexta-feira, 13 de julho de 2012

Sofia

Sofia,
Nome de minha filha,
que alguém a tenha,

Me vejo em ti.

E vice-versa.

Em teus cachos presos,
Em teus olhos tímidos
De olhar
De ser
Alguém a completar
A lacuna sempre vazia

Vívida
ferida.

Esqueça
Do que não deve lembrar
E não cresça
- Não pense em crescer -
Distante assim

Assim
Como desejei estar
Como sempre, sempre
Desejei ficar

E hoje caibo aqui.

Sofia, me deixe levar
A sombra que te integra
Que me entrego.
Assumo daqui.
E trate de ser
Uma criança feliz

Como todas devem ser.

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